DISCURSO SOBRE PLENÁRIA

                                   - 1. Tribunal Digital. 2. Discurso sobre plenária. 3. Cena virtual. –

 

Musa – Teoria do movimento social unificado: ambiência cultural sobre futuro desconhecido.

Temos a reunião de grandes quantidades de água: a) Ela pode se acumular no mesmo espaço se transformando em lago ou mar. b) pode se infiltrar no solo formando um reduto subterrâneo. c) Encontrar caminho de longo leito e se apresentar como um rio. Isto é o que acontece com a globalização. O seu êxito é o movimento social unificado. A globalização também pertence à cultura. A cultura se nove por quê? Conduzida por quais mandamentos? Este é o programa da arte poética. Sempre onde o corpo do homem e a sua cultura vão chegar. A cultura da globalização é virtual.

A sociedade humana é a compreensão de uma teoria, de uma estética, de um plano geral – boa parte das pessoas só consegue percepção e atitude quando todas as condições estão em plena realização, quando o teor filosófico coincide com a realidade, inclusive por isto é que dizemos que a palavra não substitui o poder, apesar de representá-lo todo o tempo.

O ser humano ama a arte por não poder ser todas as coisas, atos e intenções. Esta é a razão de um mundo artificial e a sua crítica tenderem a substituir a natureza primitiva. O conhecimento resulta na contribuição de um pouco de todos. Então, a posição da qualidade é a leitura de direção da cultura sobre as sociedades humanas. Este é o trabalho da arte poética.

É como escrever várias cartas sem obter resposta. Uma correspondência de mão única se desenvolve. E dá certo como o crescimento da cidade. Uma carta se desenvolve até as profundezas fundamentais de um manifesto. O manifesto adquire a civilização expressiva contemporânea e se torna sinopse virtual.

A cultura cotidiana é feita de pequenas frases. As pequenas frases orientam as grandes obras de arte, o destino de sua arquitetura.

Arte poética é sinopse virtual sobre o hipertexto.

 

 

 

 

 

DISCOURSE ON PLENARY

                                               - 1. Tribunal Digital. 2. Discourse on plenary. 3. Virtual scene. –
Musa - a unified social movement theory: cultural ambience on the unknown future.

We have a meeting of large amounts of water: a) It can accumulate in the same space turning into lake or sea. b) can penetrate the soil forming a subterranean vault. c) Find path along the bed and perform like a river. This is what happens with globalization. Its success is the unified social movement. Globalization also belongs to culture. The culture moves why? Conducted by which commandments? This program is art poetic. Always where the body of man and his culture will come. The culture of globalization is virtual. Human society is the understanding of a theory of aesthetics, of a general plan - most people can only perception and attitude when all conditions are in full realization, when the philosophical theory coincides with reality, even this is why we say that the word does not replace the power, despite representing him all the time.

 Human beings love art because it cannot be all things, actions and intentions. This is why an artificial world and its critics tend to replace the primitive nature. The knowledge results in the contribution of a bit of all. Then, the position of quality is the reading direction of culture on human societies. This is the work of poetic art.

 It's like writing several letters went unanswered. A one-way correspondence develops. And it works as the city's growth. Develops a letter to the deepest core of a manifest. The manifest takes significant contemporary civilization and becomes virtual synopsis.
The everyday culture is made up of short sentences. The short sentences guide the great works of art, the fate of its architecture.

 Art poetic is synopsis virtual on hypertext.

DISCOURS SUR PLENIERE

- 1. Tribunal Digital. 2. Discours sur pleniere. 3. Scène virtuelle. –
Musa - Muse - Théorie du mouvement sociale unifiée : ambiance culturelle sur l'avenir inconnu.
Nous avons une réunion de grandes quantités d'eau: a) Il peut s'accumuler dans le même espace se transforme en lac ou mer. b) peut pénétrer dans le sol formant une voûte souterraine. . c) Trouver chemin le long du lit et se comporter comme un fleuve. C'est ce qui arrive avec la globalisation. Son succès est le mouvement social unifié.
La culture se déplace pourquoi? Dirigé par laquelle les commandements? Ce programme est la poésie. Toujours là où le corps de l'homme et de sa culture va venir. La culture de la globalisation est virtuel. La globalisation appartient à la culture. Voici le programme de l'art poétique.
La société humaine est la compréhension d'une théorie de l'esthétique, d'un plan général - la plupart des gens ne peuvent perception et l'attitude lorsque toutes les conditions sont en pleine réalisation, lorsque la théorie philosophique coïncide avec la réalité, même c'est pourquoi nous disons que le mot ne remplace pas le pouvoir, bien que représentant lui tout le temps.

Les êtres humains aiment l'art, car il ne peut pas être toutes les choses, les actions et les intentions. C'est pourquoi un monde artificiel et sa critique ont tendance à remplacer la nature primitive. Connaissances des résultats la contribution d'un peu de tout. Ensuite, la position de la qualité est la direction de lecture de la culture sur les sociétés humaines. Ceci est l'œuvre d'art poétique.

C'est comme écrire plusieurs lettres restées sans réponse. Une correspondance à sens unique se développe. Et il fonctionne comme la croissance de la ville. C'est comme écrire plusieurs lettres restées sans réponse. Une correspondance à sens unique se développe. Et il fonctionne comme la croissance de la ville.

La culture du quotidien est constitué de phrases courtes. Les phrases courtes guider les grandes œuvres d'art, le sort de son architecture.

Art poétique est synopsis virtuel sur l'hypertexte.

POEMA SUPERURBANO

O indivíduo entra na máquina deitado de costas para a superfície, a máquina de um modelo igual às de eletroencefalograma o puxa para dentro de uma cavidade arredondada até a sua cabeça ficar encostada na tela, a tela de 5 metros por 5 metros passa a revelar os seus pensamentos e imaginação, o seu trabalho e seu passado. O equipamento também consegue gravar e reproduzir os sonhos se o indivíduo dormir. E tudo se transforma em música, a música percorre toda a cidade virtual e a protege. Só ouve a música quem quer ouvir a cidade. A audição é independente. Escolha a sua memória.

 

SUPERURBAIN POEM

L'individu entre dans la machine sur le dos à la surface, un modèle de la machine égale à électroencéphalogramme l'attraction vers l'intérieur une cavité arrondie jusqu'à sa tête reposait sur l'écran, l'écran de 5 mètres par 5 mètres est de révéler leurs pensées et l'imagination, son travail et son passé. L'appareil peut également enregistrer et lire les rêves l'individu est endormi. Et tout devient musique, la musique traverse la ville virtuelle et de la protéger. Juste écouter de la musique qui d'écouter de la ville. L'audience est indépendant. Choisissez votre mémoire.

 

SUPERURBAN POEM

 
The individual enters the machine on his back to the surface
, a model of the machine equal to the electroencephalogram pulls into a rounded cavity until his head was resting on the screen, screen 5 meters by 5 meters is to reveal their thoughts and imagination, his work and his past. The device can also record and play back the dreams that the sleeping person. And everything becomes music, music runs through the virtual city and protects. Just listen to the music who wants to hear the city. The hearing is independent. Choose your memory.

DESVIO DE CULTURA E DISFUNÇÃO METALINGUÍSTICA

 

Autor – O caminho das pedras: quando há novidades ainda não consideradas, o chamado tempo novo, ou quantidade imensa de eventos no horizonte da civilização, bloqueios históricos, políticos e culturais a recomendação é voltar aos princípios, às teses primárias e evoluir conforme a música.

Notar que desvio de cultura e disfunção metalingüística são fenômenos requerentes desta espécie de atitude. Déja vu, dizem. Estamos dando voltas ao redor do mesmo ponto, dizem outros. Criando frases novas sobre antigos acontecimentos como fazem os criadores de manchetes de jornal ao reposicionar um assunto passado e várias vezes publicado.

Está certo, é o novo ângulo. Não seria mais fácil, nem mais difícil escrever se a sucessão de fatos, atos privados e públicos não existessem?

Na arte poética se dá o mesmo que em todas as ciências.

Começar na cena virtual e voltar sobre as expressões das expressões.

Talvez eu não use subterfúgios, não é preciso, não passe alguma clandestinidade. Eu lembro que os meus escritos nasceram um dos outros como o imenso jardim brotado da mesma semente e interligados a uma só rosa. O mundo é um teatro. O teatro da urbanidade iluminado pelo teatro do palco e seus similares e afluentes. É desta frase mínima – o mundo é um teatro – anotada nos primeiros escritos publicados de onde provém a minha arte.

A reflexão do teatro de palco e do teatro do mundo sobre a cultura humana se sintetiza na palavra “poética”.

A expressão da expressão não é um jogo de palavras, uma frase de repetição para impressionar, mas é o destino da comunicação humana.

O verbo gerado do verbo gerando o homem futuro, o homem semiótico. Este é o sentido da civilização. Esta é a significação do poema.

Sinopse virtual: a superurbanidade é o teatro constituído consciente ou espontaneamente sobre a urbanidade moderna.

O homem sensível conhece o pensamento e os obstáculos. Os obstáculos geralmente são imediatos e o pensamento para se tornar imediato necessita de disciplina, objetividade, pautação, síntese.

Quando uma cultura confirma outra as duas são verdadeira e interextensivas. O que interessa para a ampliação da arte e do pensamento humano é justamente equivalente ao modo do acontecimento geral – a certeza de que em quaisquer mapas pode ser traçado um novo caminho.

A cultura global também é a soma de todas as fundações. Não é este o princípio da criação?

A antropologia cultural engendrou a semiótica e a semiótica aparentemente atropelou a antropologia cultural.

O século vinte e um levará por missão irrecusável a semiologia a todos os detalhes do universo alcançável para expressão da cultura e marcação do infinito inalcançado.

A cidade virtual é exata e puramente semiológica.

A posição do poema é o centro do infinito.

Disfunção metalinguística

Disfunção metalingüística

 

Autor – Ocorre nos vazios de poder  da palavra e de toda expressão cultural. Veja-se o caso de nações ( o Brasil cabe no exemplo ) que passaram décadas na oposição a regimes de exceção jurídico e política, totalitários por assim dizer, e o movimento de ascensão social, popular, habituou-se à crítica do regime e de sua cultura, a fazer proposições políticas e artísticas fora do regime circunstante, obtuso, tolhedor, porém depois de liberado o sistema político social não consegue fazer a análise de seu próprio discurso enquanto representação de seu destino. A metalingüística é uma função harmonizadora do futuro, presente e passado da linguagem. A disfunção metalingüística é característica de uma nova política sem uma nova linguagem, a nova ordem não criativa. É como se a atualidade e a virtualidade apresentassem somente um obstáculo intransponível entre significado e significante e impedissem o significado de discursar sobre ele mesmo – disfunção metalingüística é disfunção metapoética.

Personagem – A democracia é o estado de direito e oferece a todos a praticidade da intermediação da lei. Depois do fim da idade média o regime político de maior difusão no mundo foi o socialismo. Uma formação política, um regime, se baseia na intenção expressional da tradição, pode-se dizer que o socialismo é um prolongamento da tradição de organização humana. Uma ideologia apresenta-se viável e corporificada quando configura um caráter. Os ideólogos oferecem aos homens em iniciação política um caráter explícito ou implícito. No desenvolvimento das ideologias compõe-se historicamente o ícone ou os ícones, e seja, o caráter é anterior e a iconografia é posterior, no meio, a ação política. As ideologias se enfrentaram e se esgotaram no fim do Século XX. O século foi freado, modificado, criticado pela metalinguagem, pelo intelecto, pela prática.

Musa – A teoria geral dos modelos de texto literário cabe na poética. Um texto fantasioso, um texto real, um texto longo, um texto curto? Logo chega-se à intertextualidade e desta a uma teoria do link como se não houvesse mais unidade absoluta e independência de texto. Anda há alguma inocência não intencional na literatura e na arte? O singelo pode ser o último recurso do limite.

Disfunção metalinguística ( continuação )

Autor – Uma mesma geração “ideologizada” viu caírem o Muro de Berlim na Alemanha e as Torres Gêmeas em Nova York em fatos que demonstram a explosão de ícones como se fosse possível reorganizar e refundir as ideologias, o caráter e o ícone na nova ação política humana.

Musa – ( Lembrar que o Brics reúne Brasil, Rússia, China e mais recentemente o “S” de África do Sul ). A atualidade é da geopolítica democrática. Os países como os do Brics para ter uma posição superior no mundo e entre as nações precisam ter uma paisagem ecológica excelente. Quem possui vastas áreas contínuas de beleza natural como o Rio São Francisco e o Rio Amazonas precisam orientar o estilo e os múltiplos usos econômicos para a qualidade ecológica - este é um pressuposto da atualidade e virtualidade do Século XXI.

Autor – O novo Século XXI esboça o seu comportamento geral da reeleição virtual ao código florestal. A reeleição de cargos executivos de presidente, governador e prefeito mostra-se contemporânea da internet e do celular, do tempo de eleições para além das fronteira dos países em contagem de votos. Nem o mandato único de 4,5 e 6 anos, nem os cargos vitalícios e hereditários, porém a aura da responsabilidade social globalizante. Os levantes sociais no Oriente Médio carecem de uma cultura correspondente. As manifestações pacíficas ou militares não deixam documentos referenciais. No mundo o Século XXI necessita deixar o Século XX para trás.

José Paulo da Silva Ferreira

Humanidade Nova

 

Autor – Um homem com as idéias de sua época, um comportamento. Ele tem novos equipamentos e novos objetivos. As gerações sempre chegaram à ordem social; na maioria das vezes estratificadas. À indagação sobre a linguagem atual corresponde a pergunta sobre o homem atual, novo. Ambos ocupam o mesmo espaço. A linguagem atual é tecnológica, possível para toda a geração. Como chegar à tecnologia e como chegar a si mesmo, ao procedimento da individuação? Desprender-se do passado é um motivo e uma realização psicológica – milhões de pessoas adquirem um novo comportamento por imposição de modificação na realidade social. De onde provém este homem que vai se tornando informático? A informática garante uma linguagem e cultura igual para todos? Há perfis em andamento nas artes. Temos uma época, um período civilizacional originado na informatização do ser humano. Esta trajetória é a cena da confirmação do novo tempo, da nova ordem.

Musa – Há uma humanidade a caminho, dentro da profusão de veículos de comunicação, dentre todas as análises acadêmicas, com todas as teses publicadas. Eu acredito no corpo humano, eu creio no meu corpo inteligente e sei que ele sintonizado pela cultura produz cada vez mais e melhor a si mesmo. A experiência desta produção é a consciência estética captada entre outras formas pelo devir artístico.

Personagem – Pode ser que este nosso homem muito depois dos anos 60 ainda se mantenha enfezado com as indefinições políticas. Apesar de boa parte da geração seja oriunda da superfície política e aconteça mesmo por causa da política involuntariamente estética – nada produz e reproduz mais o ser humano do que a atividade estética. A inteligência da inteligência é a poesia. A poesia configura tudo sobre nada. Hoje é preciso aguardar mudanças e transformações continentais e mundiais para saber a claridade das afirmações dispostas nesta poética.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Orquestra vazia

 

entre frases solenes

o silêncio de um beijo

 

talvez fosse mais fácil

ser só

eu estaria feliz

só se a saudade

fosse você

 

não se pode

ir ao futuro

sem experimentações

 

eu me autorizo

a chorar

amor ausente

agora eu sei

o que dói demais

 

eu quero lhe dizer

que a vida presente

é o som

de uma orquestra

invisível

 

O ÚNICO

 

Autor – Sendo estar sozinho assemelhado a estar acordado. Sendo estar dormindo assemelhado a estar na multidão e vice-versa. Aproximar estações diversas. Os temas claros da escura festa. Falar como fala o tempo, trocar as frases de lugar em busca da ternura. Completar o tema, fazer o poema. Compreender o momento, o estágio também quer dizer saber particularidades da arte. Cada tempo tem a sua informação, a sua feição particular. O importante é chegar no todo, fluir, convencer a si mesmo. O novo e o todo, o novo e o novo, o novo e o velho. Ainda bem que a arte é objeto mostrado ao fim dos trabalhos da obra. Mas é bom para o reconhecimento trabalhar sobre estes períodos que parecem sem classificação, de produção pouca e arredia. Na arte há flores em todas as estações. Há a experiência do novo que coincide com a originalidade. Para ser original tem de ser diferente do passado. Nesta posição se introduz a concepção do único: o passado, o diferente, o original, o novo.

Musa – O único é a expressão final e infinita. Os mesmos recursos, a mesma diversidade, porém a mesma unicidade. Acenar sobre o vasto e diverso cenário pode ser e pode não ser uma simplificação da cultura. A simples representação do complexo também é o único.

Personagem – A mente humana só pode pensar por ilustrações; de um lado da tela invisível o único artístico equivale representativamente a não forma invisível exatamente por ser a sua face mínima e possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sombra e a vida

 

Nesta hora em que o céu

resplandece sob o céu

 

tempo em que a matéria

é só fantasma do espírito

 

e amanhã a vida eterna

é infinito lance sem surpresas.

 

Destino infinito

Autor – O homem caminha devagar em direção a praia. A cena é simples, mas ele pensa. A humanidade caminha em direção a modernidade virtual, esta cena não é simples. Ora, o indivíduo solitário pensa na longa caminhada da humanidade para a modernidade virtual, também já não é tão simples. A simplicidade é um desejo, uma intenção e é bastante útil. O universo não é cem por cento conhecido, a vida também não. Algo acontece com a atualização do dom de preencher lacunas na consciência coletiva e a memória coletiva: preencher lacunas, ser original, compor o entrelaçamento com a cultura geral. Expandir o sentido estético humano; a própia poética seja objeto destinado aos sentidos como a arte. A simplicidade é uma necessidade de sobrevivência: simplificar para o organismo, simplificar para a inteligência. Porém, para o conhecimento quando acaba a simplicidade começa a virtualidade.

Musa – Diante da simplicidade a virtualidade se torna, é, prática e filosófica; um engenho de medição da complexidade e um modo da liberdade do conhecimento e do pensamento. Pode-se mandar toda a população parar neste instante onde está e sempre uma das possíveis posições futuras será virtual, todo acontecimento e todo objeto pressupõe o conseqüente estágio virtual – e se todo ser humano ao menos intue esta probabilidade eis o teor da cena virtual espontaneamente polifórmica.

Personagem – Como se posiciona a virtualidade: a poética diverge ou converge para o acaso. Ponha-se o cotidiano no portal do mundo e a cena diversa encontrada,ainda que congelada na pose do instante, só é compreensível pela noção virtual da cena virtual. Dialética virtual pressupõe a existência da civilização virtual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espelho lunar

 

Eu gosto de cantar

no dia que lhe vejo

a flor dágua

espelho do mundo

 

se eu pudesse dizer

como eu me sinto

quando estou longe de você

 

o meu declarado amor

serve para eu dizer

o amor que eu sinto

por você na minha solidão

 

um dia darei porto de mim

como a manhã aporta o dia

e puderei mostrar no espelho

a face da minha alegria

 

 

Dialética virtual

Autor – Dialética é a eclosão seminal do futuro. O novo não é somente uma palavra; é uma nova condição. Algo esperado ou inesperado acontece e precisa prover-se de civilização: novo olhar, novas frases, novo comportamento. A atualidade apresenta uma nova ordem mundial? A população mundial produz uma nova política? O ser humano acorre instintivamente para se organizar em torno de um novo centro de reflexão – o corpo se organiza em torno da cabeça. Descrever uma era civilizacional donde não se possa retornar ao passado. A pauta de serviço intelectual disponha a liberdade. Antes, em alguns lugares as pessoas têm mais dificuldade de entender que o tempo é virtual. Esta época, explícita ou não, é a edificação da virtualidade. As revistas da semana, do mês paginam a novidade do tempo entre banalidades por existir o cotidiano e a geração.

Personagem – Quais sinos tocarão? Qual o layout deste tempo? Entanto, ao redor do homem, nos atos cotidianos de prover a existência mais certa e mais fácil a virtualidade se expande. O virtualismo moderno, felizmente, assemelha-se ao realismo fantástico e a todo imaginário do milênio passado. A virtualidade é a luz proveniente da necessidade.

Musa – Tempo dos espelhos, das luzes e da transparência, o que tem de fácil tem de difícil, de seu minimalismo radical à sua aura superurbana. O modernismo virtual move-se involuntariamente e por reflexo diante do artista, do filósofo e do observador – a ciência percorre todos os detalhes e superfícies.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grafismos azuis

 

Era tão bonito

o sonho

que você me contou

era tão bonito

o pássaro

que estava em seu olhar

fiz um castelo encantado

com tudo que você disse a mim

foi festa no céu

quando for

pensar nos seus grafismos azuis

me chame

eu te amo

quando o céu

estiver na janela

me diga

eu te amo

quando acender

a luz da solidão

me encante

e assim

eu estarei contigo

a todo minuto

e segundo

eu uso o tempo

o vento e o movimento

para dizer

eu te amo

Modernismo e modernidade virtual

Autor – Instituição de dois movimentos ao mesmo tempo: esta é a cena de qualidade virtual. Este Século é assim de um ponto de vista e de um modo figurativo a reunião criativa de modernismo e modernismo virtual. Postos os dois na mesma tela invisível, um do lado do outro, qual a diferença seria vista? O modernismo virtual é hoje a cidade artificial, superurbana e a sua produção do futuro. E se tudo fosse somente ilusão? Adotaríamos a ilusão como único princípio. Também não será fácil ou rápido separar um do outro, discernir um modernismo passado de um modernismo futuro. Dê-se tempo a esta seleção, pois todo pensamento e arte que se posiciona sobre os limites conhecidos podem ser denominados virtuais. Os resultados da expansão da mente classificam-se no modernismo virtual. O tema é fecundo, com inspiração e atenção chega-se a sua expressão real na cultura de todos os tempos.

Personagem – O modernismo virtual não deixa de ser uma antevisão das artes. Um discurso não usado,a beleza do acontecimento estético futuro na memória como se fosse um enorme túnel que permitisse ver sem ser visto e sem alterar o todo das artes.

Musa – É preciso ajudá-lo prosseguir, apresentar-se, ampliar-se, chegar no limite da expressão, observar, anotar, prover de estética ao Século dos modernismos, expor sem retrocesso a modernidade virtual. Poética é a memória liberta das circunstâncias.

 

 

O tempo é a verdade

O tempo nos ensina a pensar. Criamos afeto
por tudo que se assemelha ao tempo. A música longínqua
que, parece, tomará todo o espaço. O tempo e a verdade
talvez, um dia, a verdade seja o tempo. Um rosto
tenso pode significar o tempo. Um rosto sereno pode
indicar o tempo, A verdade pode ter também uma incrível
liberdade de significação. O homem é abstrato,
a verdade e o tempo, não. O caminho é dado
por qualquer detalhe. O homem é verdade, o tempo
e a verdade, não.
            

INOMINADO

Autor – O poeta se interessa pela condição inominada da vida. É mesmo por existir uma situação sem nome que a literatura se exprime.
Alcançar uma verdade inalcançada que seja ela mesma. A condição inominada é sempre uma condição poética. Das flores no jardim, do ambiente rural ou urbano, da chuva ou do sol, dos dias de sol e do passado conflituoso a arte procura a sua expressão sobre o inominado, não nomeado. Eu lhe contarei histórias de castelos, buracos sem fundo no espaço; eu lhe cantarei canções de ninar e tudo terá o mesmo objetivo inerente e inconsciente. O artista foca a infância passada, outro artista recorre a um mundo primitivo sem as mazelas do presente, outro ainda põe a sua expressão no tempo futuro também sem obstáculos do presente e todos estão certos: aqui a dialética se torna poética, a poética se torna dialética.

Personagem – Não basta chegar a uma nova era, é preciso continuar através dela. O artista ultrapassa os marcos anteriores, mas como ir adiante? O artista precisa trazer a sua própia condição do novo. Não se trata mais de expressar uma realidade, porém trata-se de dizer algo a si mesmo, ao sucesso na nova condição.

Musa – As ordens do inominado sugerem uma arte sobre si mesma. Inominação é a qualidade do que não foi ainda denominado e a arte se oferece ela mesma e ela toda para suprir esta ausência. A arte é também o objeto social da comunicação. Não basta chegar a uma nova era, o modernismo e o modernismo virtual são dois mundos, duas estéticas atuais.

Dialética do modernismo

 

Autor – O modernismo tem a si mesmo como destino estético. Toda a arte e pensar moderno objetiva o modernismo. Assim como um autor quer ser reconhecido pela sua arte. Por mais diverso que seja o modernismo o seu objetivo é a feição moderna, o seu próprio estilo, um reconhecimento inato. O modernismo virtual herda esta ascese em si mesmo, também se coloca como seu próprio destino, a sua própria interface estética. Não é um princípio elaborado pelo autor único e somente pode ser constatado depois de sua performance sobre o milênio passado, do caso do modernismo deduzimos o acontecimento do modernismo virtual. Saber que este processo não depende do poder manifesto anterior. Como na historiografia é preciso uma certa distância no tempo para expressar este tipo de síntese.

Personagem -  Como fazer para esta noção não se tornar um mero jogo de palavras? Como dizer? Os textos duros do modernismo, a literatura desesperada, as artes plásticas, a filosofia desesperada  ocorreu no modernismo, sem, no entanto, deixar de explicitar o destino de si a si da modernidade.

Musa – O digital não substituiu a cultura. O equipamento tecnológico digital é cultural. Através da tecnologia digital a cultura se expande e faz o modernismo objetivar a si mesmo, desta vez com mais autores. A arte se extrai do indivíduo como o indivíduo se destaca da cultura; o homem moderno se eleva do modernismo.

 

Chamar

 

Eu continuo

lhe chamando

e o silêncio

fica mais belo antes

e depois que lhe chamo

os vidros

ficam da cor da luz

do sol

e quando eu te amava

as paredes

resplandeciam na manhã

as flores molhavam

a paisagem

e eu lhe chamo

para que nada se perca

para lembrar

do seu sorriso

quase imóvel

tudo muda

neste nundo

somente o amor

fica esperando

a restauração do beijo

na memória

o retorno de um

que o outro

chama dentro da saudade

feito os faróis

procurando o mar

depois da beleza

do silêncio que fazia

eu conto

com a presença

do amor.

Entrevista

 

Autor – Primeiro o mundo existe diante da sua representação; este mundo se torna civilizado, a civilização ocorre ao redor da teoria, da filosofia, da poética, cabe apresentar o andamento rotineiro, as práticas sociais urbanas e cotidiana e é preciso extrair expressões inusitada, reorientar o interesse público, eis as intenções da poética. Hoje há esta imensa transformação do modernismo para modernismo virtual. Parece que a situação é a mesma, não, não é. Há planos diferentes, objetivos, qualidades. E versos. E arte.

Musa – Há diversidade artística: cantar, romance, música, cinema, folclore, artes plásticas e em cada gênero uma diversidade interna de estilos, abordagens, destino e poética é a reflexão sobre esta variedade. A poética de poeta é já uma forma definida, a atualização do discurso estético é, hoje, fundamental.

Personagem – Ser original é ser contínuo. O artista com a sua arte dirige-se tanto ao ser social quanto à educação do pensamento. Motivo diverso para a obra de arte.

Autor – Numa entrevista o entrevistado quer se mostrar, apresentar em respostas os seus pensamentos, a sua arte, a sua estética. O entrevistador, em suas perguntas, quer dar vazão ao texto do entrevistado. O que dialogam autor, musa e personagem na forma de entrevista. O pensamento, a arte, a estética. A entrevista tem de oferecer uma entre-visão do universo declarado. Uma entrevista não é a focalização de uma parte do discurso, mas é a expressão da memória e do aspecto geral do assunto, do todo do discurso.

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